quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Produtoras já trabalham em jogos para o sucessor do Xbox 360, diz revista

Apesar da Microsoft não dar nem sinais de um possível sucessor do Xbox 360 em um futuro próximo, a revista britânica Xbox World Magazine colocou lenha na fogueira ao noticiar que muitas produtoras já estão empenhadas na produção de títulos para o novo console.

Em sua mais recente edição, a revista afirma que a Lionhead estaria "produzindo a quinta versão de seu RPG 'Fable'", "a Turn 10 já estaria pensando na quinta edição de 'Forza Motorsport'" e que "a Rare está projetando ideias para um jogo focado ao público maduro".

Além dessas, a Epic supostamente lançaria "Gears of War 4" como um dos jogos de lançamento do novo sistema, em 2013.

Para aumentar ainda mais os rumores, o site Eurogamer afirma que ouviu de 'diversas fontes envolvidas na indústria' que "mais novidades podem surgir na E3 de 2012, quando a Microsoft anunciaria oficialmente o novo console, com lançamento previsto para o Natal de 2013".

Vale lembrar, entretanto, que todos esses jogos seriam apostas até naturais para qualquer sucessor do Xbox 360, o que não seria nenhuma surpresa caso acontecesse de fato. Além disso, a Microsoft continua com a mesma posição de antes, ou seja, não fala nada sobre o assunto, que é tratado como 'rumor'.

Enquanto o próximo console da Microsoft não chega, jogadores do Xbox 360 poderão aproveitar os mais recentes games dessas companhias, como "Gears of War 3", "Forza Motorsport 4" e "Fable: The Journey".
 

sucessor do xbox360

Microsoft procura engenheiros para criar sucessor do Xbox 360

 
 

  • O Xbox 360 já vendeu cerca de 50 milhões de unidades ao redor do globo O Xbox 360 já vendeu cerca de 50 milhões de unidades ao redor do globo
Apesar de o Kinect aumentar consideravelmente a procura dos consumidores pelo Xbox 360, a Microsoft já está pensando na próxima geração de seu console. Segundo o site Gamespot, a empresa está procurando de profissionais para trabalharem em um futuro console, desde o conceito até o lançamento. A novidade surgiu a partir de ofertas de trabalhos na rede de relacionamentos LinkedIn.

Segundo a nota, os interessados farão parte de um time "responsável pela definição e criação de uma próxima geração de console desde o seu conceito até a sua implementação".

Atualmente a divisão responsável pelos negócios de entretenimento interativo da companhia está contratando arquitetos de hardware de áudio e vídeo, arquiteto de áudio e de gráficos, com descrições que exigem conhecimentos específicos para cada função.

Outro cargo procurado é o de engenheiro de desenvolvimento de redes sem fio, cuja tarefa visa o desenvolvimento e verificação de produtos do Xbox atual e de plataformas futuras. Além disso, a oferta inclui também cargos de engenheiro de verificação de design e de engenheiro de verificação de design sênior.

Trajetória do Xbox 360

Lançado em novembro de 2005, o modelo original do Xbox 360 fez grande sucesso, principalmente pela sua rede de jogos online Xbox Live, mas sofreu com constantes problemas de superaquecimento, eternizando as famigeradas três luzes da Morte (3RL) como um dos símbolos da fragilidade de sua placa-mãe e processadores central e de vídeo. Tal problema foi praticamente resolvido com a última revisão destas placas, intitulada Jasper, até que, em 2010, a companhia anunciou um novo modelo do aparelho, popularmente conhecido como Xbox 360 S, em versões com 4GB e 250 GB de memória.

Em janeiro de 2011, o Xbox 360 ultrapassou o número total de vendas do Super NES, com mais de 50 milhões de unidades vendidas,contra os 49,10 milhões do 16 bits da Nintendo.

Com isso, o console ocupa a nona posição dos sistemas mais vendidos de todos os tempos (incluindo os portáteis), e a quinta colocação como o console mais vendido, ficando atrás do PlayStation 2, PlayStation, Wii e o NES.

consoles da nova geração

PlayStation 4, Xbox 720? Veja tudo o que sabemos sobre os consoles da nova geração

 
 

  • A imagem é fictícia, mas não há dúvidas que novos videogames chegarão em breve... A imagem é fictícia, mas não há dúvidas que novos videogames chegarão em breve...

É inevitável. A cada dia que passa, são divulgadas notícias sobre os sucessores do PlayStation 3 e Xbox 360, empresas que estão contratando profissionais para a próxima geração de consoles e similares.

Há quem diga que ainda é cedo, porém é inegável que a tecnologia das máquinas que estão no centro da sala de estar dos jogadores já está ultrapassada por computadores de ponta – algo que não acontecia há 2 ou 3 anos. Quer queira, quer não, o certo é que em breve veremos novos videogames.

Começam os rumores

Os primeiros sinais do surgimento de novos videogames aconteceram em março de 2011, quando o site americano GameSpot divulgou que a Microsoft procurava profissionais para uma área "responsável pela definição e criação de uma próxima geração de console, desde o seu conceito até a sua implementação".

O PC É A NOVA GERAÇÃO

  • Divulgação Os jogos estão ficando cada vez mais belos nos computadores. "Need for Speed: Most Wanted", por exemplo, roda muito melhor nos computadores de ponta do que nos consoles, com níveis de detalhes que seriam impraticáveis no X360 ou PS3, como os efeitos de luz das colisões.

Em maio do mesmo ano foi a vez de Masaru Kato, executivo financeiro da Sony, abrir a boca e dizer que a empresa já trabalhava em um sucessor do PlayStation 3. Claro que isso causou uma saia justa na companhia, pois, poucos meses antes, Kaz Hirai, que à época era presidente da divisão PlayStation, tinha dito que a empresa não tinha nem começado a pensar no sucesso do console.

Esse foi apenas o início, pois muitos veículos especializados especularam que os novos videogames chegariam em 2012. Não fosse o bastante, produtores de jogos de franquias famosas, como “Crysis 2”, chegaram a dizer que a Microsoft apresentaria o sucessor do Xbox 360 na E3 2012 – algo que, de fato, não aconteceu.

As primeiras evidências

Conforme os meses passaram, novos rumores surgiram, como codinomes dos consoles usados internamente pelas empresas: Orbis para o PS4 e Durango para o Xbox 720, que foi confirmado ‘sem querer’ por um designer da Crytek

O que parece ser unanimidade é que as duas plataformas adotarão estratégias semelhantes e vão colocar para download em suas lojas virtuais os títulos lançados também em mídia física – algo que já acontece hoje em dia. Houve até mesmo um rumor que dizia que o Durango não teria mídia física, o que colocaria a plataforma em maus lençóis – afinal, lojas especializadas poderiam se negar a colocar o videogame em suas prateleiras, já que não conseguiriam vender games usados.

Como alternativa, há outros boatos que dizem que o novo videogame da Microsoft vai sim utilizar discos e eles serão Blu-ray, padrão adotado pela indústria cinematográfica e que está presente no PS3. Com isso o aparelho vai poder rodar filmes e, assim, diminuir a quantidade de aparelhos na sala de estar.

  • Reprodução Segundo documentos vazados, o novo Xbox pode ter Blu-ray e óculos de realidade aumentada

Do que será capaz a próxima geração?

Já que não é possível fugir, o que estes novos consoles seriam capazes de fazer? Gráficos mais bonitos – muito mais bonitos ainda do que o PC faz hoje em dia. O primeiro passo foi dado pela Epic Games e a Square Enix, que mostraram durante a E3 2012 seus novos motores gráficos, o Unreal Engine 4 e o Luminous Engine, respectivamente.

WII U NA DISPUTA?

  • O videogame da Nintendo não terá “poder de fogo” para disputar diretamente com os substitutos do Xbox 360 e PlayStation 4 - e quem disse isso foi o próprio presidente da Nintendo, Satoru Iwata. Segundo ele, o Wii U foi desenvolvido para o público hardcore, mas não com foco em gráficos ultrapoderosos, mas sim na facilidade de portabilidade de jogos para a plataforma. Se essa estratégia vai dar certo, só o tempo dirá.

O motor Luminous deu vida à demonstração “Agni’s Philosophy”, com imagens em tempo real que, pelos padrões de hoje, só seriam possíveis caso fossem pré-renderizadas. O trecho demonstra algo que seria um "Final Fantasy" da próxima geração. Já a nova ferramenta da Epic é capaz de editar em tempo real efeitos de iluminação e partículas muito complexos para serem feitos nos consoles atuais.

Para fazer essas imagens, será necessário um belo upgrade no hardware dos consoles atuais. Há rumores que ambas as empresas usarão chips da AMD.

Desenvolvedores que dizem ter recebido os kits de desenvolvimento do 'PS4' dizem que o processador interno do console será um AMD A10 modificado e algo entre 8 e 16 GB de memória RAM.

Já para o sucessor do X360 os rumores dizem que o console vai usar um processador da AMD que tem o codinome “Oban”. Em ambos, a peça será uma APU, ou seja, uma peça que combina processador e placa gráfica em um só chip.

Isso não significa que os consoles deixarão de ter uma placa dedicada aos gráficos. Rumores apontam que o Xbox 720 vai ter uma versão equivalente à Radeon HD 6670, já o PlayStation 4 viria equipado com uma GPU similar à Radeon HD 7670.

Se isso se confirmar, os dois aparelhos precisarão ter bastante RAM para rodar jogos com a qualidade similar aos PCs atuais. No mínimo, este é um dos requerimentos para o motor gráfico da Square-Enix: Takeshi Nozue, diretor criativo da Square Enix, disse que as novas máquinas precisam de muita memória, item que, segundo ele, é mais importante do que uma placa de vídeo robusta.

VEJA A DEMONSTRAÇÂO "AGNI'S PHILOSOPHY"


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Indo além dos gráficos

Mas beleza não põe mesa e será necessário justificar um novo videogame com mais recursos do que apenas “gráficos mais bonitos”. Segundo um documento vazado, a Microsoft tem planos de lançar seu sucessor com uma nova versão do Kinect e até óculos de realidade aumentada. Mas é bom lembrar que nada disso é fato confirmado, afinal, o documento vazado é datado de 2010 e de lá para cá muita coisa pode ter mudado.

A Sony, por outro lado, também tem algumas cartas na manga. Em julho foi anunciado que a gigante japonesa comprou a Gaikai, uma das empresas pioneiras na tecnologia de streaming de jogos. Muitos especialistas afirmam que esta tecnologia estará presente no sucessor do PS3, o que pode ser uma arma da Sony para justificar um videogame mais potente, garantindo acesso a uma enorme biblioteca de jogo já em seu lançamento.

Fatos e rumores à parte, em 2013 devemos ter um primeiro vislumbre das novas máquinas de Microsoft e Sony. Qual o potencial gráfico delas e que outras funções eles trarão? Por enquanto, só podemos especular e esperar pelas novidades. Assim, não deixe de comentar no espaço abaixo e dizer como você acha que serão os novos consoles e o que você gostaria de ver neles.



 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Lançamentos: "Far Cry 3" abre dezembro com aventura épica em uma ilha tropical

O começo de dezembro traz o último grande jogo do ano: "Far Cry 3", ousada produção da Ubisoft para PlayStation 3, Xbox 360 e computadores.
Ambientado em uma ilha tropical, "Far Cry 3" coloca o jogador diante de bandidos sedentos por sangue, no papel de Jason Brody.

O herói precisa resgatar seu irmão mais novo e amigos das garras dos vilões enquanto luta em uma ilha, que é um cenário aberto e cheio de detalhes prontos para serem explorados da maneira que o jogador desejar.

Além disso, conta também com modalidades competitivas, uma campanha cooperativa e um editor de mapas.

 

Far Cry 3

 
 

Outra opção no período é "Guardians of Middle-Earth". Em desenvolvimento para distribuição nas redes Xbox Live e PlayStation Network, "Guardians of Middle-Earth" segue o mesmo estilo de "DotA" e "League of Legends", e promete partidas para até 10 jogadores.

Entre as dezenas de opções de personagens já confirmados estão Gollum e Gandalf.

Veja a lista dos principais jogos que serão lançados nos EUA nos próximos dias:

PlayStation 3
. Far Cry 3
. Guardians of Middle-Earth (via download)

PC
. Far Cry 3

Xbox 360
. Far Cry 3
. Guardians of Middle-Earth (via download)
. Marvel Avengers: Battle for Earth

PS Vita
. Uncharted: Fight for Fortune

Wii U
. Family Party: 30 Great Games Obstacle Arcade
. Marvel Avengers: Battle for Earth
. Rise of the Guardians

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Atualização gratuita adiciona fases clássicas à "New Super Mario Bros. 2"

A aventura de "New Super Mario Bros. 2". ganhou novas fases. Uma atualização gratuita do jogo, já disponível, incluiu estágios recriados de jogos clássicos do encanador, como "Super Mario Bros." e "Super Mario Bros. 3".
Chamado de 'The Golden Classic Course Pack', o extra pode ser baixado de graça até 1 de janeiro de 2013, quando passará a ser cobrado. Seu preço, porém, ainda não foi divulgado.
Segundo a Nintendo, a gratuidade do DLC é um presente aos jogadores por coletarem 300 bilhões de moedas no jogo.Pegue as moedas
"New Super Mario Bros. 2" é continuação direta do game lançado em 2006 para o Nintendo DS (e que também ganhou uma versão para Wii). Ou seja, segue a mecânica de jogo tradicional da época dos consoles de 8 e 16-bits, com visão lateral e em 2D.
A grande novidade do jogo é o modo Coin Rush, no qual os jogadores devem coletar a maior quantidade de moedas com apenas uma vida.
O modo vai utilizar o Street Pass para que os jogadores compartilhem seus recordes e comparem resultados em estágios. "New Super Mario Bros. 2" é exclusivo para Nintendo 3DS.

ASSISTA AO COMERCIAL DE "NEW SUPER MARIO BROS. 2"

 

Nos EUA, foram vendidos 750 mil unidades do Xbox 360 na semana da Black Friday

A Microsoft anunciou que foram vendidas 750 mil unidades do Xbox 360 durante o período de 18 a 23 de novembro, nos EUA, época da Black Friday, quando as lojas realizam grandes liquidações e os consumidores correm para aproveitar as ofertas após o Dia de Ação de Graças. Segundo a empresa, o resultado superou as expectativas internas.
A fabricante do Xbox 360 não divulgou números, mas disse que "Halo 4" também teve "vendas impressionantes" no período. Ainda sem números exatos, foi informado que as assinaturas Gold do Xbox Live aumentaram em 50% em relação ao ano passado.
A Microsoft divulgou também que no último domingo (25), havia mais de 14 milhões de usuários ativos no Xbox Live em todo o mundo. Juntos, esses usuários utilizaram o Xbox 360 por mais de 72 milhões de horas.
Também foi dito que o uso de aplicativos de entretenimento do console - como Netflix, Hulu e Xbox Music - nos EUA, durante a semana da Black Friday, aumentou em 43% em relação a 2011.
Modelo temático do Xbox 360, inspirado em "Halo 4"
Modelo temático do Xbox 360, inspirado em "Halo 4"

Análise: Call of Duty: Black Ops II

Game leva tradicional série de tiro em primeira pessoa para guerra em futuro próximo.

  1. Desenvolvedora: Treyarch
  2. Lançamento: 13/11/2012
  3. Distribuidora: Activision
  4. Suporte: 1 jogador, multiplayer online
  5. Gênero: FPS

Considerações

Ao levar “Call of Duty” para o futuro próximo, “Black Ops II” busca oferecer direções para o futuro da principal franquia de videogame da atualidade. Seja com um sistema de escolhas, finais alternativos ou o refinamento do popular multiplayer, a Treyarch mostra que “Call of Duty” pode sim mudar e evoluir, ainda que, muitas vezes, na base da tentativa e erro.


Introdução

“Call of Duty: Black Ops II” se passa em um futuro próximo, durante uma Guerra Fria futurista, em que um carismático vilão ameaça a paz mundial. Para dar um fim ao terrorista, o jogador controla David Mason, um super agente especial – e filho de um dos protagonistas do primeiro “Black Ops” – em uma grande aventura ao redor do mundo, ao mesmo tempo em que um veterano da primeira Guerra Fria relembra os eventos que criaram o vilão Menendez.
O jogo também traz de volta o popular modo Zumbi criado pela Treyarch em “World at War” - agora em uma versão expandida - e, é claro, o modo multiplayer competitivo, com novas armas e equipamentos, sistemas de personalização e modalidades para novatos e veteranos.

Pontos Positivos

  • Multiplayer excelente
  • O modo multiplayer é, disparado, o principal atrativo de “Call of Duty: Black Ops II”. A Treyarch fez um excelente trabalho refinando os sistemas e modalidades conhecidos pelos veteranos da série, com novas armas e equipamentos e um sistema de personalização que permite explorar e construir uma classe adequada ao estilo de cada jogador.

    “Black Ops II” adota um sistema de pontos, ganhos conforme você sobe de nível, para habilitar novas armas, vantagens e séries de pontuação. O jogador pode escolher dez desses itens para construir seu soldado, respeitando algumas regras e limitações, é claro.

    Sobre o arsenal e os equipamentos, embora adote uma temática ‘futurista’, não se preocupe: nada de raio laser ou tecnologias de “Guerra nas Estrelas”. “Black Ops II” traz armas bem conhecidas dos jogos mais recentes. A ficção-científica fica por conta de algumas máquinas de guerra, como os drones – ou vants, no Brasil - e outros robôs de combate, que podem causar um belo estrago quando bem utilizados.

    Já os mapas são caprichados e oferecem vários níveis de caminhos e opções. Claro que alguns se adequam melhor para determinados tipos de jogo ou quantidade de jogadores. Leva um tempo até aprender as rotas e os pontos estratégicos de cada arena, mas isso é parte da diversão. Em pouco tempo, você terá os seus mapas favoritos e aqueles que não vai querer ver nunca pela frente.
  • Diversão imediata
  • É preciso aceitar que “Black Ops II” não é um jogo de guerra, como “Battlefield 3” ou “Ghost Recon”. É um jogo de tiro com uma roupagem militar, um descendente direto de “Counter Strike” e de outros tiroteios ‘arcade’ do passado. O trabalho em equipe e a comunicação rendem sim, alguma vantagem, principalmente em modalidades como Captura a Bandeira, Dominação, Demolição e a excelente Baixa Confirmada, mas você pode partir para um mata-mata desenfreado e se divertir tanto quanto um time bem organizado.

    Há categorias diferentes que valem ser exploradas, conforme seu nível de habilidade e interesse em se aprofundar no multiplayer competitivo. Novatos e jogadores ‘casuais’ vão encontrar boas partidas no Campo de Treinamento, onde ganham experiência e conhecem os mapas e modos de jogo, mas não completam os Desafios de seu armamento.

    A maior parte dos jogadores vai se enfrentar no Núcleo, que é o multiplayer padrão de “Call of Duty”. Lá você pode escolher entre diversas modalidades de jogo, evoluir suas armas, liberar novos equipamentos e vantagens e assim por diante.

    Há também o modo Extremo, que deixa as coisas um bocado mais desafiadoras: são partidas sem indicações na tela, com munição mais letal e, principalmente, sem regeneração automática.

    Para completar, os Jogos de Liga são o ponto de encontro dos verdadeiros aficionados por “Call of Duty”. Após algumas partidas iniciais, o jogo calcula seu nível de habilidade e o coloca em uma divisão com oponentes aproximadamente do mesmo nível. Você ganha e perde posições conforme sua performance nas partidas da liga e, de tempos em tempos, o game avalia o desempenho e move os jogadores para outras categorias.

    Mais importante, nos Jogos de Liga todo o arsenal, vantagens, equipamentos e Séries de Pontuação (que substituem as famigeradas ‘killstreaks’) são liberados desde o começo. Você cria seu soldado da maneira que achar melhor e entra em jogo em pé de igualdade com todos os competidores.

    Em contrapartida, você não ganha experiência por desafios nos Jogos de Liga, apenas uma pontuação determinada no fim da partida. Pode soar estranho para quem entrou na série em “Call of Duty 4: Modern Warfare”, mas é uma forma de concentrar os jogadores na ação, ideal para torneios e outros eventos de comunidade.

    O multiplayer é acompanhado por uma bela ferramenta ‘social’, o CODCasting, que permite gravar partidas e transferir diretamente para o YouTube, tão popular entre os jogadores de hoje em dia.
  • Em busca de inovação
  • Em “Black Ops II” a Treyarch tentou um feito raro na série “Call of Duty”: inovar. A última vez em que a franquia passou por mudanças dignas de nota foi no primeiro “Modern Warfare”, da Infinity Ward, quando se tornou o fenômeno comercial que é hoje.

    Ao levar “Call of Duty” para o futuro, a Treyarch não realiza uma mudança tão drástica. Em vez de se apoiar na ambientação, a produtora tenta introduzir novos ingredientes, como os múltiplos finais e ocasionais escolhas para o jogador. Também há missões paralelas na campanha, cujo desfecho afeta, minimamente, o desenrolar da aventura de Mason e sua turma de super-soldados.
  • Pacote completo
  • “Call of Duty: Black Ops II” oferece um pacote sólido de entretenimento, com uma campanha solo divertida e cheia de ação, o excepcional multiplayer competitivo e partidas cooperativas, na forma de seu modo Zumbi. Há alguma coisa em “Back Ops II” para todo fã de jogos de tiro.
  • Versão brasileira
  • “Black Ops II” é o primeiro “Call of Duty” totalmente localizado para o Brasil, ao menos no PS3 e Xbox 360. Menus e legendas são bem traduzidos e, após se acostumar com alguns termos, como ‘cesta básica’, você não terá dificuldades com o idioma.

    A dublagem, por sua vez, pode não agradar a todos, por soar um pouco forçada em alguns personagens – como Salazar, que fala com um sotaque espanhol carregado demais ou as milícias afegãs e paquistanesas. Tudo parece um pouco ‘Sessão da Tarde’ demais - e talvez essa fosse justamente a intenção.

    Quem prefere jogar com o idioma original, pode optar por ele no PS3 – basta mudar a linguagem do console. Já no Xbox 360, o disco vendido oficialmente no Brasil só possui a versão em português. PC e Wii U não possuem localização para o Brasil.
  • A volta dos mortos-vivos
  • O modo Zumbi, introduzido pela Treyarch em “World at War” e que marcou presença também no “Black Ops” original, está de volta. Mais robusta, a modalidade é o terceiro pilar sobre o qual este “Call of Duty” se sustenta. Além das partidas de sobrevivência, há uma pequena campanha, TranZit, em que até 4 jogadores cooperam para sobreviver enquanto viajam de ônibus pela América pós-apocalíptica infestada de mortos-vivos.

    Como manda a tradição, no modo Zumbi a jogatina traz elementos ‘arcade’, como a compra de armas e vantagens com os pontos ganhos abatendo zumbis. É preciso montar geringonças para abrir portas e buscar peças para fortalecer o ônibus. Acima de tudo, é preciso ficar esperto para não ser deixado para trás – correr a pé pela estrada é morte certa.

    Depois de finalizar TranZit, você habilita uma nova opção de jogo, Grief. Nela, duas equipes de 4 jogadores cooperam inicialmente para sobreviver para, em seguida, mandarem balas uns nos outros.

Pontos Negativos

  • Campanha irregular
  • Com “Black Ops II” a Treyarch tenta renovar a grife “Call of Duty”, introduzindo vários novos elementos tanto ao multiplayer quanto na campanha solo. E por mais que tenha seus bons momentos, essa deve ser a aventura mais fraca da série desde “World at War”.

    Você constantemente vai se deparar com falhas na Inteligência Artificial, seja nos seus colegas de esquadrão ou nos inimigos. É comum, em alguns estágios, ver inimigos parados, esperando você se aproximar – mesmo quando você já está do lado deles.

    Há trechos de furtividade que são simplesmente mal feitos – um mal da maioria dos jogos de ação que tentam essa abordagem em um momento ou outro. Ao menos uma vez, fui obrigado a reiniciar a missão quando, após passar por uma fase dessas, meu companheiro decidiu ficar parado atrás de uma caixa e não continuar, impossibilitando o avanço.

    Um detalhe visível é que o jogo parece ser muito mais caprichado e cheio de detalhes nas fases que se passam em 2025 ou, mais exatamente, naquelas que são, também, mapas do multiplayer. Há um certo descaso com as fases dos anos 1980, com florestas pobres, cavalos mal desenhados e uma falta de atenção aos detalhes que não se vê nos cenários ‘do futuro’.
  • Não saia do roteiro!
  • Por fim, durante a campanha, “Black Ops II” tira você do controle vezes demais em alguns dos momentos que deveriam ser os mais empolgantes. Todo “Call of Duty” tem uma ou mais cenas em câmera lenta, em que você só precisa apontar e atirar no alvo. Em “Black Ops II”, você só precisa assistir algumas dessa sequências, em primeira pessoa mesmo, o que é muito frustrante para o jogador.

    Há também trechos em que você sente que poderia tentar várias abordagens. Em um deles, você se depara com um paiol com várias armas diferentes – um fuzil, um rifle de precisão, armadilhas de urso – e em seguida, precisa chegar até um rádio, em uma cabana vigiada por soldados inimigos. Protegido por uma vegetação densa, você observa a cena e percebe a janela aberta por onde deve saltar. Mas também percebe várias outras formas de eliminar a oposição. Afinal, o game acabou de te dar um arsenal bem diversificado, certo? Errado. A única forma de avançar é pulando a janela e assistindo a cena – toda em primeira pessoa - instantes depois. Qualquer outra abordagem e você morre rapidamente, sem maiores explicações.

    “Você só precisa sentar aí e o computador vai fazer o resto”, diz Harper para Mason antes do herói embarcar em um jato de guerra futurista durante a campanha. A frase, infelizmente, pode ser aplicada para mais situações da campanha do que deveria. Fica a impressão que a campanha solo é o pilar menos importante para “Call of Duty” atualmente.